oncurso policial: qual é a parte mais difícil de passar?
Rafael estudava todos os dias para o concurso policial.
Durante meses, sua preocupação era uma só: a prova escrita.
Ele fazia simulados, revisava matérias e acompanhava seu desempenho. Quando conseguiu uma boa pontuação, achou que a parte mais difícil tinha passado.
Só que ainda havia outras etapas.
E foi aí que percebeu uma coisa importante: passar na prova não é o mesmo que passar no concurso.
Onde está a maior dificuldade?
Não existe uma etapa que seja, obrigatoriamente, a mais difícil para todos os concursos policiais.
Cada instituição estabelece suas próprias regras, etapas e critérios no edital.
Em concursos recentes, por exemplo, aparecem etapas como prova escrita, teste de aptidão física, avaliação psicológica, exame de saúde e investigação social. No concurso da Polícia Federal de 2025, essas fases ocorreram em momentos diferentes do certame.
No Rio Grande do Sul, o concurso para escrivão e inspetor da Polícia Civil também passou por etapas como TAF, avaliação psicológica e psiquiátrica, exame de saúde e sindicância da vida pregressa. Em setembro de 2026, essas fases ainda estavam sendo executadas.
Por isso, a pergunta talvez não deva ser:
“Qual é a etapa mais difícil?”
Mas:
“Em qual etapa eu estou menos preparado?”
A prova pode não ser o maior problema
Para quem tem facilidade com estudos, a prova pode ser a parte mais controlável.
Mas um candidato que deixa a preparação física para depois pode chegar ao TAF sem estar preparado.
Outro pode ter estudado muito e não ter prestado atenção aos requisitos médicos.
Outro pode simplesmente não conhecer adequadamente as regras da avaliação psicológica.
E há ainda a investigação social, que pode exigir informações e documentos relacionados à vida pregressa e atual do candidato. No concurso da Polícia Civil do RS, por exemplo, essa fase é expressamente prevista no edital.
O perigo de estudar olhando apenas para a prova
Esse talvez seja um dos erros mais comuns de quem começa a se preparar.
A pessoa pensa:
“Primeiro eu passo na prova. Depois vejo o resto.”
O problema é que algumas etapas não podem ser preparadas de uma hora para outra.
Condicionamento físico leva tempo.
Exames de saúde podem revelar problemas que precisam ser investigados.
Documentação precisa ser organizada.
E as regras de cada etapa precisam ser conhecidas com antecedência.
No concurso da Brigada Militar do RS para o CSPM, por exemplo, o próprio cronograma recente mostra fases distintas envolvendo exame de saúde, exame de capacidade física, avaliação psicológica e investigação social.
Então, qual é a parte mais difícil?
Depende de quem está fazendo o concurso e de qual concurso estamos falando.
Para uma pessoa, pode ser a prova.
Para outra, o TAF.
Para outra, uma avaliação médica.
E para outra, uma etapa que ela sequer havia considerado importante.
Por isso, quem realmente quer entrar na carreira precisa olhar o concurso como um conjunto de etapas, e não apenas como uma prova.
Antes de começar a estudar, faça uma coisa simples:
Pegue o edital do concurso que você pretende fazer e liste todas as etapas.
Depois pergunte:
Em qual delas estou preparado?
Em qual preciso melhorar?
Qual delas estou deixando para depois?
Essa análise pode ser tão importante quanto começar a estudar mais uma matéria.
Porque no concurso policial, não basta estar preparado para passar na prova. É preciso estar preparado para atravessar o caminho inteiro.
Uma pergunta para quem está começando
Se você passasse na prova amanhã, estaria preparado para as etapas que vêm depois?
Joelson Ferri
Major da Brigada Militar (aposentado) | Fundador do Polícia360
Experiência de quem viveu a carreira. Informação para quem está construindo a próxima fase.
Polícia360 — Informação, experiência e vida depois da farda.